Na Aula Magna no proximo domingo
Wednesday, May 7, 2008
Tuesday, March 18, 2008
Saturday, February 23, 2008
Florent Marchet
A não ser os "Noir désir", não gosto muito de grupos ou cantores franceses.
Aqui fica uma notável excepção.
O último album de Florent Marchet chama-se “Rio Baril” e é um “concept album” sobre uma pequena cidade de província francesa e sobre um dos seus habitantes. Há nesse album títulos muito bons (“La chimie” por exemplo)e nota-se a influência do Sufjan Stevens, dos Belle and Sebastian ou de The Divine Comedy.
Aqui fica uma notável excepção.
O último album de Florent Marchet chama-se “Rio Baril” e é um “concept album” sobre uma pequena cidade de província francesa e sobre um dos seus habitantes. Há nesse album títulos muito bons (“La chimie” por exemplo)e nota-se a influência do Sufjan Stevens, dos Belle and Sebastian ou de The Divine Comedy.
Sunday, January 20, 2008
A caixa de pandora está aberta
De provocação em provocação estas pérolas vêm à tona. E para reanimar aqui o DJ Peão vai mais uma contribuição para o Shyza Sound Trash.
Friday, December 7, 2007
Gostaria tanto de estar em Vila Nova de Famalicão ou em Portalegre
Por causa deles
Chamam-se Califone
Chamam-se Califone
Saturday, November 10, 2007
Saturday, October 6, 2007
A noção da realidade
Claude Nougaro, nome grande da Chanson Française, e ao mesmo tempo amante do Jazz e dos Blues, canta "Armstrong", um dos seus sucessos dos anos 60. O tema é uma composição muito Jazzy, mas o que gosto mais é da letra. Com uma enorme poesia, ao mesmo tempo que presta homenagem a um dos seus ídolos, Louis Armstrong evidentemente, Nougaro toca no tema sensível do racismo. Os jogos de palavras ao longo de todo o poema são excelentes.
Pessoalmente prefiro esta segunda versão. O mesmo Nougaro, o mesmo "Armstrong", muitos anos mais tarde, mas pleno de energia (presumivelmente não muito tempo antes da sua morte).
Thursday, September 27, 2007
Vanessa da Mata & Ben Harper, «Boa Sorte / Good Luck»
Agora que Vanessa da Mata vem a Lisboa, em digressão, eis uma boa oportunidade para recordar esta belíssima música, a meias com Ben Harper:
Thursday, September 13, 2007
Saturday, September 8, 2007
Thursday, August 9, 2007
Tinto de verão

Este post surge como resposta directa ao post do Daniel Melo no blog do Peão, que quixotescamente contesto.
Vamos lá ver: estou farto de ser vituperado quando, em plena tasca de praia, confrontado com 40º à sombra e uma dose de sardinhas chamuscadas, salada (de cebola, pimento assado, folhas de alface inteiras e nacos de tomate mal cortado), azeitonas secas, galheteiro oleoso, pão tão rijo que é capaz de partir um dente, pacotinhos de manteiga com alho (já líquida do calor, claro), etc., sugiro que se peça um bom tinto de Pias.
Aliás, quem é que inventou a regra de etiqueta de que o peixe deve ser acompanhado com vinho branco?
E mais, se 1) o calor convida ao vinho verde e/ou branco; e 2) se no Alentejo (nomeadamente na Vidigueira) faz um calor desgraçado; então 3) porque é que eles fazem um tinto tão bom?
Acho que há assuntos, como este, que devem ser urgentemente debatidos na praça pública. Agora, qual praça é que já não sei. Pode ser, por exemplo, na praça central da Vidigueira.
Já agora, ao contrário da restante malta deste blogue, eu estou em plena actividade de investigação, a trabalhar no duro no único mês em que se está à vontade em Lisboa. Neste sentido, encontro-me agora a fazer a genealogia daquele tema que, no fundo, vem apoiar o meu argumento neste post: "Red Red Wine", tema popularizado pelos UB40.
- O tema foi originalmente composto pelo inimaginável Neil Diamond, em 1967.
- Depois, existem incontáveis versões do tema, em especial por artistas reggae como os Countdown Singers, Ken Boothe e... finalmente os UB40. Aliás, são eles os culpados para transformar um tema que era uma ode apaixonada ao alcoolismo numa ode adolescente à parvoíce. Se não estão de acordo, então vejam isto:
Monday, July 30, 2007
Homer e a FDEIS
Caros amigos, como saberão, acabou de estrear em Portugal o mui esperado filme dos Simpsons. Eu, caso não saibam, sou o fã nº 1 desta família. Tanto assim é que tenho cultivado uma pança assinalável e esperado ansiosamente pelos primeiros rasgos de calvície para me transformar no meu roll model preferido, Homer.No entanto, dificilmente irei ao cinema visionar o filme. Porquê? Em primeiro lugar, porque, a julgar pelo que vi nos trailers, um iluminado qualquer teve a ideia absurda de dobrar o filme em português.
A segunda razão prende-se com a organização a que pertenço e presido: a FDEIS - Frente de Defesa da Emancipação do Itchy e do Scratchy. Trata-se de um movimento "underground" que decidiu boicotar toda e qualquer acção promocional relativa aos Simpsons enquanto estes dois personagens do Krusty Show não tiverem uma série própria. É que, caso não saibam, eles é que mandam naquilo tudo.
Quem quiser juntar-se ao movimento, basta enviar uma fotografia tipo passe e pagar jóia.
Wednesday, July 18, 2007
Confesso que não gosto de música de brancos
Escrevi certa vez um post para dizer que o Chico Buarque até é bom, mas tem um problema: é branco. Aliás - sendo rigoroso nas palavras - faz música de brancos. Mas chego à conclusão que o problema não é o Chico Buarque, que até conseguiu incorporar um nadinha do negro que há na música brasileira, o problema é a música de brancos mesmo. Que é como quem diz a música europeia, de origem europeia. E não é só a falta de ritmo, ou a bem-dizer a pobreza dos ritmos. Sim, porque se pode ter ritmos com tempos elevadíssimos e ser de uma pobresa franciscana (vê-se disso a rodos na Pop e no Rock), e ter ritmos com tempos lentos riquíssimos. Mas, sim, a pobreza dos ritmos é um problema importante. E depois vem a melodia, com a fatal tendência para a tonalidade, uma praga que grassa toda a música de brancos desde a (dita) erudita até à (desdita) popular. Aquela mania confrangedora da nota andar a passear para voltar sempre ao mesmo sítio - assim do género:"A-le-crim, A-le-crim a-os mo-lhos...". Isto é particularmente evidente nalgumas musiquinhas de cantautores solitários com a sua guitarrinha, que seguramente aprenderam a dedilhar quando andavam nos escuteiros. Verdade seja dita que alguns têm muita poesia, hélas estamos a falar de música. Se têm boa poesia que publiquem uns livrinhos.
Eu pessoalmente sou fascinado pela música negra, que é como quem diz Africana (como este magnífico exemplo que nos trouxe o Daniel Melo, ali mais abaixo). Mas mais ainda sou fascinado pelas músicas mestiças do Novo Mundo (na qual, se não formos piquinhas com detalhes irrelevantes podemos incluir a música de Cabo Verde). Posso dar alguns exemplos de como essas músicas combinam para além da perfeição ritmos e harmonias (lá está um conceiro importante para compreender a música negra), e eventualmente alguma melodia. O exemplos que escolho dependem do estado de espírito, da fase emocional que atravessa a minha existência, e - sobretudo - do lado para o qual acordo virado de manhã. Pode ser o Dizzy Gillespie, e uma mais ou menos longa dissertação sobre a influência do BeBop no Jazz moderno, e não só. Pode ser um discurso sobre as virtudes do Tropicalismo e do génio musical de Gilberto Gil. Hoje estou mais inclinado para Compay Segundo, e para a música Cubana.
Eu pessoalmente sou fascinado pela música negra, que é como quem diz Africana (como este magnífico exemplo que nos trouxe o Daniel Melo, ali mais abaixo). Mas mais ainda sou fascinado pelas músicas mestiças do Novo Mundo (na qual, se não formos piquinhas com detalhes irrelevantes podemos incluir a música de Cabo Verde). Posso dar alguns exemplos de como essas músicas combinam para além da perfeição ritmos e harmonias (lá está um conceiro importante para compreender a música negra), e eventualmente alguma melodia. O exemplos que escolho dependem do estado de espírito, da fase emocional que atravessa a minha existência, e - sobretudo - do lado para o qual acordo virado de manhã. Pode ser o Dizzy Gillespie, e uma mais ou menos longa dissertação sobre a influência do BeBop no Jazz moderno, e não só. Pode ser um discurso sobre as virtudes do Tropicalismo e do génio musical de Gilberto Gil. Hoje estou mais inclinado para Compay Segundo, e para a música Cubana.
P.S. - Dito isto, ainda estou a tentar digerir um SMS que me enviou um amigo quando escrevi o tal post sobre o Chico Buraque, dizia o SMS simplesmente: "Nao te esqueças que mestiço tambem tem branco".
Tuesday, July 17, 2007
Hayao Miyazaki? Quem?
Na esteira japonesa do hilariante post do Z., venho aqui, em nome de todos os pais com filhos pequenos (e respectiva televisão) deste mundo, fazer uma reivindicação: toda a gente fala da animação brilhante de Hayao Miyazaki, da beleza estética de Hauru No Ugoku Shiro (para aqueles ignorantes que não sabem falar japonês, "Howl's Moving Castle")... Mas a melhor série de animação do mundo é, de longe, a mítica "Super Campeões: Oliver & Benji".

Os que temos filhos pequenos suspiramos por aquele momento do dia em que ligamos o Canal Panda para ver esses fabulosos episódios da autoria de Yoichi Takahashi (desde 1981). Sim, porque é lá (e só mesmo lá) que vemos como o fabuloso Oliver Tsubasa, no tempo que passa entre
1) o momento "A", em que a bola sai dos seus pés após efectuar um potente remate,
e
2) o momento "B", em que a bola entra pela baliza dentro,
consegue ainda reflectir sobre a importância desse mesmo remate para a sua carreira futura, sobre o seu sonho de representar o Catalunha F.C. e de ganhar o campeonato mundial com a selecção japonesa, sobre a sua amizade com Mizaki Taro, Sanae e Yayoi Aoba (entre outros), sobre os sacrifícios por que passou a sua mãe para que ele fosse jogador profissional, sobre o seu lugar como número 10 na selecção do Japão, sobre as virtudes futebolísticas dos seus adversários...
Fico-me por aqui, está quase a começar um novo episódio.

Os que temos filhos pequenos suspiramos por aquele momento do dia em que ligamos o Canal Panda para ver esses fabulosos episódios da autoria de Yoichi Takahashi (desde 1981). Sim, porque é lá (e só mesmo lá) que vemos como o fabuloso Oliver Tsubasa, no tempo que passa entre
1) o momento "A", em que a bola sai dos seus pés após efectuar um potente remate,
e
2) o momento "B", em que a bola entra pela baliza dentro,
consegue ainda reflectir sobre a importância desse mesmo remate para a sua carreira futura, sobre o seu sonho de representar o Catalunha F.C. e de ganhar o campeonato mundial com a selecção japonesa, sobre a sua amizade com Mizaki Taro, Sanae e Yayoi Aoba (entre outros), sobre os sacrifícios por que passou a sua mãe para que ele fosse jogador profissional, sobre o seu lugar como número 10 na selecção do Japão, sobre as virtudes futebolísticas dos seus adversários...
Fico-me por aqui, está quase a começar um novo episódio.
Thursday, July 12, 2007
Tuesday, July 10, 2007
A Razão Primitiva
As pessoas que me conhecem (mais concretamente, 2 ou 3, não mais) sabem que eu sou, por vários motivos, fan nº 1 dos Primitive Reason. Enumero alguns:
- fazem o som mais original no rock português (isso ninguém lhes tira);
- como o nome da banda indica, são a banda mais lévy-bruhliana da cena musical portuguesa e internacional, o que é um feito extraordinário (vide L'Âme Primitive, de 1927);
- são todos grandes amigos meus (um até é família).
Trago-os aqui ao blog porque acabaram de lançar um single novo na sua página "myspace", intitulado "The Perfect Start". Este tema fala, como o título indica (e caso não tivessem chegado lá ainda), sobre inícios perfeitos.
O tema em questão não tem ainda vídeo; no entanto, vale a pena recordar o último clip produzido pela própria banda, um pequeno filme de animação que incorpora o grafismo e universo imagético (criado pelo vocalista dos Primitive, Guillermo) do seu último álbum, Pictures in the Wall (2005, Kaminari Records):
Primitive Reason: "Courage" (Pictures in the Wall, 2005, Kaminari Records)
- fazem o som mais original no rock português (isso ninguém lhes tira);
- como o nome da banda indica, são a banda mais lévy-bruhliana da cena musical portuguesa e internacional, o que é um feito extraordinário (vide L'Âme Primitive, de 1927);
- são todos grandes amigos meus (um até é família).
Trago-os aqui ao blog porque acabaram de lançar um single novo na sua página "myspace", intitulado "The Perfect Start". Este tema fala, como o título indica (e caso não tivessem chegado lá ainda), sobre inícios perfeitos.
O tema em questão não tem ainda vídeo; no entanto, vale a pena recordar o último clip produzido pela própria banda, um pequeno filme de animação que incorpora o grafismo e universo imagético (criado pelo vocalista dos Primitive, Guillermo) do seu último álbum, Pictures in the Wall (2005, Kaminari Records):
Primitive Reason: "Courage" (Pictures in the Wall, 2005, Kaminari Records)
Friday, July 6, 2007
Notas do Terreno: SBSR
Duas performances brutais no último dia do SBSR de 2007 (o único a que pude assistir este ano):
TV On The Radio
Não se importaram nada de tocar à tarde e com um som regular (que foi melhorando no decorrer da sua actuação). Não se ficaram pela reprodução dos álbums, improvisando bastante. Já agora, por que razão Tunde utiliza dois microfones? Soavam exactamente igual... Quando o virem por aí perguntem. No vídeo: "Wolf Like Me",
Interpol
Pouco comunicativos, mas também o que é que isso interessa? Não fui lá para os ouvir falar. Muito colados ao registo dos álbums; mas não faz mal, quando o som no palco é excelente e os músicos estão à altura. Tocaram bastantes músicas do último disco, Our Love to Admire (que ainda não foi lançado - pelo menos em CD - em Portugal). Dois momentos interessantes: espalhanço do guitarrista; anúncio de nova data em Lisboa, em Novembro. No vídeo: excerto de "Pioneers to the Falls", primeira faixa de OLTA.
TV On The Radio
Não se importaram nada de tocar à tarde e com um som regular (que foi melhorando no decorrer da sua actuação). Não se ficaram pela reprodução dos álbums, improvisando bastante. Já agora, por que razão Tunde utiliza dois microfones? Soavam exactamente igual... Quando o virem por aí perguntem. No vídeo: "Wolf Like Me",
Interpol
Pouco comunicativos, mas também o que é que isso interessa? Não fui lá para os ouvir falar. Muito colados ao registo dos álbums; mas não faz mal, quando o som no palco é excelente e os músicos estão à altura. Tocaram bastantes músicas do último disco, Our Love to Admire (que ainda não foi lançado - pelo menos em CD - em Portugal). Dois momentos interessantes: espalhanço do guitarrista; anúncio de nova data em Lisboa, em Novembro. No vídeo: excerto de "Pioneers to the Falls", primeira faixa de OLTA.
Wednesday, July 4, 2007
Jorge Palma
Esta é antiga, mas vem aí CD novo. Por enquanto ainda só ouvi uma música chamada Encosta-te a mim e é boa como sempre.
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